• Daniel Moura

A ALEGRIA DO PERDÃO

“Onde houver sol, é prá lá que eu vou.” (Jota Quest)


Há um caminho ensolarado de graça,

de profunda alegria e paz,

que devemos trilhar sempre

sob a luz irradiante do perdão.

Aquele que perdoa é o primeiro a se beneficiar,

porque o perdão liberta quem perdoou.

Muitas vezes não percebemos que a falta de alegria

em nossa vida é falta de perdão.

Precisamos perdoar a nós mesmos, aos outros e à vida.

Quantas vezes não nos perdoamos por não sermos´

tão perfeitos quanto gostaríamos,

por termos falhas e defeitos?

Quantas vezes não perdoamos aos outros

por não atenderem às nossas expectativas,

por não serem tão bons, bonitos, inteligentes

e perfeitos como esperávamos?

Quantas vezes não perdoamos a vida por ela ser tão “injusta”

para conosco, dando-nos sempre menos do que merecemos?

E assim, vamos criando dentro de nós um sentimento de

insatisfação e revolta que nos tira o brilho

e a alegria de viver.

Caminhamos em uma estrada sombria,

cheia de pedras raivosas e ressentidas,

lamas escorregadias da ingratidão,

assaltantes sorrateiros de nossa felicidade.

Perdoar é ensolarar a vida novamente.

O perdão faz o milagre da regeneração,

da redenção, da ressurreição.

Faz ressuscitar em nós tudo aquilo

que foi morrendo aos poucos,

por inanição, por falta da luz que alimenta e dá a vida.

Perdoar é poder enxergar a graça, o dom, o belo.

Perdoar é seguir em direção ao sol da gratidão.

Neusa Massote


(26º Encontro da Feliz Idade)

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