• Daniel Moura

1º ATO

Updated: Jul 7, 2020

Era preciso muito tato

e paciência

para resolver tudo

o que pensei

e o que eu podia pensar

depois.

Necessário fazer

do medo

uma coragem

para abrir os olhos

e ver o “É”

de tudo.

Sentir a vida

entrar em minhas retinas

só pra ferir

(e eu sabia disso)

Meu coração felino.

E eu tive

E eu fiz

E feriu

E eu só não sabia de mim. . .

Cantar a vida não é fácil

(e eu pensei que fosse).

Sorrir e concordar

pra não ser

indesejável.

Dançar ao ritmo

dos pensamentos

e conceitos

das pessoas

pra não pisá-las

e ter que sentar

e esperar

que a noite acabe.

E pra não ser sempre

o desencontrado

o errado

o mau

o implicante

o chato

o louco

o fora

eu abri os olhos.

E quando,

das retinas

que o breu da vida

(porque foi só o que vi: breu)

penetrava,

choravam olhares perdidos

de tristeza

pelo sonho

que não foi

e de angústia

medo

e dor,

todos!,

todos riam. .

e eu via a vida pela primeira vez

e pela primeira de todas as vezes

eu só vi decepção.

Daniel 06/75

Eu não devo fazer dos dentes brancos

olhos vermelhos,

pra quando eu precisar fazê-lo,

-quando vier o dia-

eu conseguir lágrimas

e fazê-lo bem,

com autenticidade

e na hora certa

Daniel 06/75



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